Rodízio na bolsa: energia sobe com petróleo e varejo sofre com tensão global
por que importa
A disparada do petróleo, após ataques ao Irã, inverteu o fluxo de capital na bolsa, penalizando setores cíclicos e favorecendo as empresas de energia.
O pregão foi marcado pelo contraste entre dois setores que reagem de forma oposta às mesmas notícias. De um lado, petroleiras e empresas de energia dominaram o topo da lista de maiores altas do Ibovespa, impulsionadas pela disparada do petróleo.
PRIO3 subiu 4,97%, PETR3 ganhou 2,65% e BRAV3 avançou 2%. Já na outra ponta, nomes ligados ao consumo e à construção sentiram a cautela que essa mesma tensão provoca, derretendo no dia. C&A (CEAB3) caiu 4,13%, Direcional (DIRR3) perdeu 3,39% e MRV (MRVE3) despencou 3,20%.
É o clássico movimento de aversão ao risco: investidores fugiram de empresas que dependem do crescimento da economia local e buscaram proteção em setores que se beneficiam de um cenário global mais incerto.
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