Ações — indicadores fundamentalistas
Todos calculados a partir de demonstrações financeiras protocoladas na CVM (DFP/ITR) e preços de fechamento da B3. Fonte documentada em cada tela de ativo.
Quantos anos de lucro o mercado está pagando pela ação. LPA = Lucro Líquido ÷ Qtd. de Ações. Usamos o lucro dos últimos 12 meses corridos (Last Twelve Months — LTM), somando os 4 trimestres mais recentes disponíveis no ITR/DFP da CVM.
Ressalva: Bancos, seguradoras e outras financeiras têm estrutura de capital diferente — P/L tem uso limitado nesse setor. A plataforma sinaliza "n/c" com tooltip explicativo nesses casos.
Quanto o mercado paga em relação ao patrimônio líquido por ação. VPA = PL ÷ Qtd. de Ações. Captura o desconto ou prêmio sobre o book value contábil.
Ressalva: Patrimônio contábil não equivale a valor de mercado dos ativos. Para empresas com intangíveis relevantes (tecnologia, marcas) o P/VP tende a ser alto por definição.
Percentual de retorno em dividendos e JCP nos últimos 12 meses. Somamos todos os proventos pagos (data ex) nos 12 meses anteriores à data de referência e dividimos pelo preço de fechamento do dia.
Ressalva: DY passado não garante DY futuro. Empresas com lucro volátil (ex.: commodities) podem ter picos de DY que não se repetem.
Eficiência na geração de lucro sobre o patrimônio dos acionistas. Usamos o PL médio entre o início e o fim do período LTM para suavizar efeitos de emissão/recompra.
Ressalva: ROE alto com alavancagem excessiva pode mascarar risco financeiro. Analise sempre junto com o endividamento.
Múltiplo de avaliação que incorpora a dívida da empresa. Market Cap = preço × ações total. Dívida Líquida = dívida bruta − caixa e equivalentes. EBIT = Receita − CPV − Despesas Operacionais.
Ressalva: Não aplicável a bancos e financeiras (estrutura de capital não comparável). Setores de capital intensivo (utilities, concessões) têm EV/EBIT estruturalmente mais alto.
Parcela da receita que sobra como lucro após todos os custos e impostos.
Ressalva: Setores com margens estruturalmente baixas (varejo, distribuição) não são comparáveis com setores de alta margem (tecnologia, saúde).
Lucro atribuído a cada ação ordinária/unitária. Base de cálculo do P/L e de projeções de analistas.
Ressalva: Para ações com classes distintas (ON/PN), usamos o total de ações emitidas. Ações em tesouraria são excluídas.
Valor contábil atribuído a cada ação. Base do P/VP e referência para avaliação de ativos tangíveis.
Ressalva: Atualizado com o balanço mais recente disponível na CVM (trimestral para ITR, anual para DFP).
Não sabe o que significa um desses termos? Consulte o glossário ou acesse as trilhas de aprendizado.
Janelas temporais
Qual período de dados usamos em cada cálculo.
LTM (Last Twelve Months)
Soma dos quatro trimestres de resultado mais recentes disponíveis na CVM. Método padrão para indicadores de rentabilidade (P/L, ROE, margens). Evita sazonalidade de um único trimestre.
Anual (DFP)
Quando o balanço anual auditado está disponível e o trimestral não está (ou é a fonte mais recente), usamos o DFP completo. Indicado no campo 'Fonte' de cada indicador.
12 meses corridos (proventos)
Para DY — soma de proventos com data ex nos últimos 365 dias corridos em relação à data de referência. Inclui dividendos, JCP e rendimentos de FII.
Data de referência
Todos os indicadores têm um campo 'Atualizado em' que mostra a data do documento base. Números de meses ou trimestres diferentes não são diretamente comparáveis entre empresas.
Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs)
FIIs têm regulação própria — informe mensal CVM + distribuições FNET (B3). A metodologia difere de ações em pontos críticos como DY e P/VP.
Usamos os valores pagos via FNET (Fundo de Renda Fixa da B3), que refletem o provento efetivamente pago ao cotista — não o informe CVM, que representa resultado contábil e pode divergir do caixa distribuído.
Ressalva: Fundos com rendimento variável (desenvolvimento, crédito) têm DY 12m mais volátil. Olhe a consistência mensal, não só o acumulado.
VP por cota extraído do informe mensal mais recente disponível na CVM (campo 'Patrimônio Líquido' e 'Quantidade de Cotas'). Preço é o fechamento mais recente da B3.
Ressalva: O laudo de avaliação dos imóveis é semestral ou anual — o VP pode estar desatualizado em relação ao valor de mercado real dos ativos.
Percentual da área bruta locável (ABL) sem inquilino na data de referência do informe CVM mais recente.
Ressalva: Vacância física ≠ vacância financeira. Um imóvel vago com renda garantida pelo desenvolvedor não impacta o caixa imediatamente.
Por que usamos FNET?
O DY dos FIIs na maioria das plataformas vem do Informe de Rendimentos CVM — que representa resultado contábil, não necessariamente o que cai na conta do cotista. Usamos o FNET (B3), que registra o provento efetivamente pago. A diferença pode ser relevante: um fundo de crédito com amortização parcial vai aparecer com DY subestimado no CVM e correto no FNET.
Fonte: B3 FNET — Informes de Rendimentos de Fundos de Investimento
Indicadores macroeconômicos
Onde cada número macro vem e como é atualizado.
Selic
Taxa meta definida pelo COPOM via API SGS do BCB (série 432 — Selic Over). Atualizada diariamente.
IPCA
BCB/SGS série 433 (IPCA mensal acumulado) e série 13522 (IPCA 12m). Fonte primária: IBGE.
Focus (Expectativas)
BCB — API de expectativas de mercado. IPCA, Selic, PIB e câmbio projetados pelo sistema Focus. Mediana dos analistas credenciados.
Curva de Juros
Taxas DI Futuro (B3) interpoladas pelo modelo Nelson-Siegel-Svensson para maturidades padrão (1m, 3m, 6m, 1a, 2a, 5a, 10a). Snapshot do fechamento do dia anterior.
Câmbio (BRL/USD)
BCB/SGS série 1 (PTAX). Câmbio de fechamento oficial do Banco Central.
PIB
IBGE — Contas Nacionais Trimestrais. Variação real % trimestre a trimestre e acumulado 12 meses.
Tesouro Direto
Taxas de compra, taxas de venda e preços unitários do arquivo diário do Tesouro Nacional. Atualizado em D+1.
Linhagem — "ver fonte"
Cada número carrega o caminho de volta à sua origem.
Toda resposta da plataforma — seja na tela de ativo, no chat ou na API — inclui o campo source: qual documento oficial, qual data de referência, qual cálculo foi aplicado.
Isso permite que você, o analista ou o sistema audite o número sem precisar confiar cegamente na plataforma. Se o DY está alto, você vê qual janela foi usada. Se o P/L está negativo, você sabe que o lucro foi negativo no período.
Na API e no servidor MCP, a linhagem aparece como campo estruturado: source.type, source.doc, source.asOf. Agnóstico ao consumidor.
Exemplo — resposta do endpoint /v1/stocks/PETR4
{
"ticker": "PETR4",
"pl": 4.82,
"dy": 0.1247,
"source": {
"type": "cvm_itr",
"doc": "DFP 2024-12-31",
"asOf": "2025-03-28",
"calc": "LTM × 4 quarters"
}
}O campo source está presente em todos os endpoints de indicadores. Nunca um número sem contexto.
Aviso importante
Todos os indicadores e informações disponíveis na DataBolsa têm caráter estritamente informativo e educacional. Não constituem recomendação de investimento, análise de valores mobiliários, oferta de compra ou venda de ativos, nem aconselhamento financeiro de qualquer natureza. A DataBolsa não é corretora, distribuidora, gestora nem consultora de valores mobiliários. Decisões de investimento envolvem riscos e devem ser tomadas com base no seu perfil, objetivos e situação financeira, com o suporte de profissional habilitado quando necessário.
Dados de mercado com delay de até 15 minutos. Indicadores baseados em documentos oficiais com a data de referência indicada em cada tela. Termos de uso · Política de privacidade
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