Ataques dos EUA ao Irã disparam petróleo e freiam Ibovespa
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A escalada no Oriente Médio trouxe risco geopolítico para o centro do radar, com impacto imediato na cotação do petróleo e na aversão ao risco global.
A terça-feira começou sem grandes indicadores econômicos, mas terminou com o mercado em alerta. A notícia de ataques militares dos EUA contra o Irã, já no fim do dia, jogou os holofotes sobre o Oriente Médio e redefiniu o humor dos investidores. O receio é que o conflito escale e ameace o fluxo de petróleo.
O reflexo mais imediato veio no after market: os contratos futuros de petróleo Brent dispararam mais de 6%. Enquanto isso, o Ibovespa já havia encerrado o pregão regular em baixa, mas a alta das ações da Petrobras — que sentem o cheiro da commodity — evitou uma queda mais profunda do índice.
O pregão brasileiro ficou dividido entre a cautela geopolítica e o movimento de ajuste. A moeda americana caiu 0,41%, cotada a R$ 5,1458. Apesar do alívio no câmbio, o principal índice da bolsa não escapou do vermelho, puxado para baixo por setores mais sensíveis à economia local, como varejo e construção.
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