Produção industrial brasileira cresce apenas 0,2% em 12 meses e perde ímpeto
por que importa
O ritmo quase estagnado da indústria acende um alerta sobre a fragilidade do crescimento econômico, pressionando as expectativas sobre a trajetória dos juros.
O indicador de produção industrial acumulado em 12 meses avançou apenas 0,2%, conforme os dados macroeconômicos mais recentes disponíveis nesta sexta-feira. O número representa uma perda significativa de dinamismo em relação à medição anterior, que era de 2,7%.
A desaceleração da indústria é um dos principais pontos de atenção para a política monetária. Um setor produtivo sem força indica que a economia pode estar se movendo abaixo do seu potencial, o que contribui para aliviar pressões inflacionárias pelo lado da demanda e reforça as expectativas por um corte na taxa Selic.
Contrapondo esse dado, o IPCA dos últimos 12 meses está em 4,7%, ainda dentro do teto da meta de inflação, mas com a leitura mensal mais recente mostrando uma desaceleração para 0,6%. A taxa de desemprego medida pela PNAD também apresentou leve melhora, caindo para 5,6%.
Esse conjunto de fatores — inflação se aproximando do centro, atividade econômica fraca e desemprego baixo — gera um debate sobre a urgência com que o Banco Central deve começar a reduzir os juros, atualmente estagnados em 14,25% ao ano.
O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), que tenta antecipar o PIB, acumula variação de apenas 1,0% em 12 meses, reforçando a leitura de que a economia brasileira perdeu tração e ainda não encontrou um novo motor de crescimento sustentável.
Conteúdo produzido a partir de dados públicos (B3, CVM, BCB). Informação, não recomendação de investimento.
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