IPCA de 12 meses sobe a 4,7% e freia o alívio do juro real
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A aceleração da inflação no dado anual, combinada com o juro real corrente ainda perto de 9,8%, mantém a renda fixa como forte concorrente da bolsa no Brasil.
Enquanto o exterior traz tensão geopolítica, a foto do cenário doméstico segue com o juro como protagonista. A inflação oficial medida pelo IPCA acumulado em 12 meses subiu para 4,7%, de acordo com os dados mais recentes disponíveis no nosso radar, vindo de 4,4% na leitura anterior. A alta reforça os obstáculos para um afrouxamento mais rápido da política monetária.
Com a Selic mantida em 14,25% ao ano, o juro real ex-ante — aquele calculado com base nas expectativas de inflação — permanece estável em 9,8%. Embora o juro real ex-post (que olha para a inflação passada) tenha caído de 10,1% para 9,7%, o patamar ainda é suficientemente elevado para manter a renda fixa como um porto atraente para o investidor local, competindo diretamente com o mercado de ações. O Ibovespa, nesse contexto, depende muito do apetite externo.
Conteúdo produzido a partir de dados públicos (B3, CVM, BCB). Informação, não recomendação de investimento.
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