Ibovespa cai com tensão no Oriente Médio; petróleo dispara e segura petrolíferas
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O rompimento do cessar-fogo entre EUA e Irã elevou o risco geopolítico, derrubando commodities metálicas e impulsionando o petróleo.
O Ibovespa fechou o pregão de segunda-feira (7) em queda de 0,25%, aos 172.020 pontos, refletindo um dia de forte cautela nos mercados globais. O principal vetor de risco foi a escalada das tensões no Oriente Médio, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarar encerrado o cessar-fogo com o Irã durante esta quarta-feira.
A ameaça de novos confrontos militares entre os países colocou o mercado financeiro em alerta, gerando um duplo movimento na bolsa brasileira. De um lado, a alta do petróleo — que superou 7% no after market — impulsionou as ações do setor. RECV3 liderou os ganhos do dia com uma alta de 6,04%, seguida por PETR4 (+3,15%) e PETR3 (+2,79%).
De outro, o temor de uma desaceleração econômica global derrubou o minério de ferro, fazendo VALE3 cair 4,59% e ser o principal peso negativo do índice. O movimento também penalizou as construtoras, com CURY3 (-7,85%) e DIRR3 (-6,19%) figurando entre as maiores quedas. O dólar comercial caiu 0,41% frente ao real, cotado a R$ 5,1458, comportamento atípico em momentos de estresse geopolítico, mas que refletiu a fraqueza da moeda americana ante outras divisas no exterior.
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