Dólar fraco e juro real de quase 10%: o cabo de guerra que segura a bolsa
por que importa
A taxa de juro real ex-ante estacionada em 9,7% ao ano define o custo de oportunidade que compete diretamente com o retorno da renda variável.
Com a Selic ainda em terreno restritivo, o juro real ex-ante — a taxa de juros descontada a inflação esperada — permanece em 9,7% ao ano. É um patamar que torna os investimentos em renda fixa extremamente competitivos e reduz a atratividade relativa da bolsa.
Enquanto isso, o câmbio real (medido por uma cesta de moedas) caiu, indicando um real mais forte, e o risco-país (EMBI+) subiu marginalmente. São forças que se contrapõem: um real forte ajuda a controlar a inflação importada, mas o risco fiscal mais elevado mantém os prêmios de risco sob tensão.
A estabilidade do Ibovespa em -0,2% reflete esse equilíbrio frágil, sem direção clara por enquanto.
Conteúdo produzido a partir de dados públicos (B3, CVM, BCB). Informação, não recomendação de investimento.
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