Dívida bruta sobe para 81,1% do PIB e acende alerta fiscal de médio prazo
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O endividamento do governo voltou a subir, pressionando a percepção de risco do país e exigindo juros reais elevados para conter a inflação.
O indicador de dívida bruta do governo federal atingiu 81,1% do Produto Interno Bruto (PIB), marcando uma nova alta. É um número que pesa: quanto maior a dívida em relação ao que o país produz, menor a confiança dos investidores na capacidade de pagamento.
Essa piora fiscal explica, em parte, por que o juro real ex-ante — o custo do dinheiro descontada a expectativa de inflação — permanece estável em 9,7% ao ano. Para um país emergente, é um nível elevado, que funciona como um freio para a economia e um concorrente direto da renda variável.
A boa notícia é que o juro real ex-post, que olha para a inflação passada, caiu marginalmente. Mas enquanto a relação dívida/PIB não parar de subir, a chance de o Banco Central acelerar o corte de juros diminui. E isso afeta diretamente a atratividade da bolsa.
Conteúdo produzido a partir de dados públicos (B3, CVM, BCB). Informação, não recomendação de investimento.
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