Dívida bruta sobe para 81,1% do PIB e preocupa mercado
por que importa
O aumento da relação dívida/PIB eleva o risco fiscal e pode pressionar os prêmios de risco dos ativos brasileiros.
Dados do Banco Central mostraram que a dívida bruta do governo geral atingiu 81,1% do PIB, aumento de 0,9 ponto percentual em relação ao registro anterior de 80,2%.
O avanço reflete a combinação de déficits nominais elevados e custo de carregamento da dívida, agravado pela taxa Selic no patamar de 14,25%.
Esse movimento preocupa os investidores, pois um endividamento crescente pode levar a uma percepção de risco maior, impactando negativamente o câmbio e os juros longos.
No entanto, o risco-país medido pelo EMBI+ manteve-se estável em 230 pontos-base, sugerindo que, por ora, os investidores estrangeiros ainda não precificam uma deterioração significativa.
O mercado fiscal segue como um dos principais termômetros para a confiança no Brasil, e números piores podem adiar qualquer melhora sustentada nos ativos locais.
Conteúdo produzido a partir de dados públicos (B3, CVM, BCB). Informação, não recomendação de investimento.
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